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Quando celebridades globais – nativas e externas – paparicavam João Deus, acrescentavam milhares de novos clientes ao “curandeiro”, endossando práticas criminosas, assim como disseminação de infecções.

As “cirurgias” eram feitas sem nenhuma assepsia, expondo seus devotos ao vírus HIV, hepatite, e uma infinidade de doenças contagiosas.

Curioso é que vitimado por um câncer buscou, sigilosamente, o hospital Sírio-Libanês, em SP, onde foi curado pela equipe do médico Raul Contait, não apostando um centavo em suas “entidades” que baixavam nele “salvando” milhares de pessoas acometidas de doenças incuráveis.

“Entidades”, podemos supor, bastante perversas e canalhas.

Oprah, Ronaldo Fenômeno, algumas de suas esposas, Dilma,  Pitanga, Cândida, políticos – adoram legitimar a “medicina” paralela – enfim, dezenas de notáveis do mundo, paparicaram João de Deus, que até prova em contrário, nada mais foi que um farsante criminoso.

Diabo 18Nenhuma dessas celebridades, até hoje, vieram a público pedir desculpas, pelo menos, pela cumplicidade com um notável bandido.

2 pensamentos em “JOÃO DE DEUS – NENHUMA DESCULPA

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    Visitei Abadiânia pela primeira vez e fui conhecer o medium João de Deus em julho desse ano. Fui com minha família e passamos dois dias. Fomos apenas por curiosidade, ninguém precisava de cura e nem buscava apoio espiritual. E todos, inclusive ele, foram extraordinariamente gentis conosco. Alguns meses depois o choque. As notícias, os relatos, as histórias de todas essas mulheres que tiveram a coragem, depois de tanta dor, de denunciar o abuso. E dói pensar que foi preciso quinhentas mulheres pra calar a voz de um homem. Dói pensar num sistema conivente que fragiliza a tal ponto a posição da mulher, que ela se recolhe, com dor e vergonha, sabendo que não tem a força suficiente para ser ouvida. Dói pensar que a vítima desiste sabendo que tudo é impune. Quantas vidas massacradas ainda vão se calar diante de uma sociedade que absolve feminicídios? Que admite e compactua com a violência doméstica? Que nem registra abusos entre marido e mulher? Esse foi um ano transformador. Acenderam-se os porões e a brutalidade da natureza humana deixou marcas e perdas irreparáveis. Todos perdemos um pouco. Fé, confiança, esperança. Perdemos pessoas que lutavam, perdemos heróis anônimos… E diante de todo esse cataclisma, de todo esse movimento do magma, ficamos perplexos e mais sofridos. Vozes de razão, vozes de ódio, vozes de medo, vozes de separação. Um mundo polarizado. Uma velha frase do Bernard Shaw dizia que o bom senso existe, mas se esconde com medo do senso comum. Mas da mistura de tudo isso nasce uma nova flor. Uma nova liberdade. Uma nova força. Não somos mais as bruxas caçadas e queimadas, somos fruto da mistura de tudo isso, que resulta numa nova resistência. Agora somos imbatíveis. Sabemos que podemos. Podemos contar umas com as outras, podemos ser o que somos e alcançar o que queremos. Estamos juntas, somos solidárias, ninguém tá sozinha. A gente consegue sim transformar a situação. A voz de uma é a voz de todas.

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