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A última Ceia é um dos momentos sagrados da Via Crucis que logo depois viveria Jesus na história da civilização cristã.

É um episódio divino que se reveste, no imaginário de todos os cristãos, de liturgia e solenidade.

Até porque havia um delator.

O Governador, Luiz Fernando Pezão, do estado do Rio de Janeiro, teve nesta sexta-feira, antes de ser encaminhado a um presídio, sua última Ceia, revestida de pompa, cerimônia e certamente muita dor derivada da ingratidão e delação dos homens.

Acusado de desvio de R$ 39,1 milhões dos cofres públicos, via propinas continuadas, quis o destino que o procedimento de sua prisão acontecesse num espaço mítico.

No mesmo Palácio das Laranjeiras, que em dezembro de 68, foi assinado o AI-5, Ato Institucional que decretou uma longa noite de terror em todo o país.

Mesmo assim, Pezão, com a serenidade de um Tiradentes, pediu um tempo aos agentes da PF.

Tempo para tomar um banho revitalizador e depois degustar, serenamente, a última Ceia – um desjejum generoso – de um poder que se estendeu por 16 anos, deixou um estado inteiro quebrado, mergulhado em corrupção e sua população em desalento e abandono.

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