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Um amigo acabou de enterrar o pai com 92 anos.

A mãe, artista célebre, caminha para os 80 anos, sólida, atuante, extremamente lúcida.

E, no entanto, me informa, nos últimos 12,15 anos, viviam num clima de guerra.

Casados, cansaram-se, certamente, de viver juntos.

E não é que agora, três meses após o enterro, ela vive resgatando suas memórias?

Lembra suas virtudes, o gênio criativo, a fortuna em tê-lo conhecido, do patrimônio que ele deixou, e até mesmo de algumas de suas amantes ao longo de um casamento de 45 anos?

Machado tinha absoluta razão quando alertava; “morreu? passemos aos elogios”.

E, no entanto, não raro, nem mesmo a mais temida, cumprida a sua missão, consegue varrer, absolver, enfiar para debaixo do tapete, a trajetória mesquinha de muitos casamentos.

Ainda agora uma atriz global foi espancada pelo marido diplomata, de elevada família, depois de um casamento recente, celebrado nas colunas sociais.

A vida é uma guerra, principalmente no amor.

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, casamento e atividades ao ar livre

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