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Bacia amazônica, nascendo lá nas terras perdidas dos Andes, Peru, praticamente um filete, sequer um riachinho, vai somando, nada recusando, incorporando igarapés, quedas d’água, cachoeiras, cataratas, pequenos e grandes rios, cortando sem pedir licença, diferentes países.

Cortando diferentes povos, nações, termina marcando encontro em Manaus, onde recebe o Negro e o Solimões – encontro das águas – belo, indescritível, inenarrável, virando finalmente o rio Amazonas.

Bacia amazônica, a mais pujante concentração de água doce do mundo, hospedando a maior diversidade de vida do planeta.

Termina desaguando sua beleza, seus encantos, seus perigos, ela que começara bem pequena, quase raquítica, alcançando, na foz, mais de 300 km de largura, antes de se entregar, perdidamente, apaixonadamente, ao Atlântico.

Antes beija, levianamente, todas as ilhas do arquipélago de Marajó, no Pará.

Conhecer suas nascentes, e não menos sua foz, é um privilégio, e só por isso, e nada mais, vale a pena ter vivido.

Pensar que o país, acionista mais desse patrimônio, finito, a cada dia mais agredido, o ignora como se filha enjeitada fosse, é alguma coisa que dói, quase faz chorar.fb_img_1531842979025

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