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Voltaire

“Cândido e o Otimismo”, de Voltaire, leitura de cabeceira, e uma excelente sacanagem, das melhores de que se tem notícia como novela no Ocidente, bagunçou  o coreto de Leibniz, um dos mais importantes filósofos de que temos notícia.

Leibniz foi grande, a ele muito devemos, mas pisou na bola com sua teoria de que “tudo vai no melhor dos mundos”,  já que Deus foi sábio em equilibrar as tragédias e os belos dias.

E, no entanto, vivemos hoje no Brasil, uma situação parecida.

Nunca, em tempo algum, o Congresso brasileiro, Macunaíma sem nenhum caráter, aprovou, em tão curto tempo, cerca de 7 meses, leis tão necessárias ao país.

Não é à toa que o país corporativista, dos privilégios, dos salários nababescos, dos orçamentos maquiados, do populismo irresponsável, partiu para a violência, está com a faca nos dentes.

E, no entanto, acredito, que tudo isso acontece a partir da lavagem de roupa suja, entre si, que a elite está promovendo, quase que diariamente.

Bem-vindas delações, bem-vinda a entregação geral. 

Sem esse bate-boca, essa brigalhada entre Judiciário, Legislativo e Executivo, certamente continuaríamos no “melhor dos mundos”, enquanto o povo permaneceria comendo o pão que o Diabo amassou.

Obs: Voltaire, o grande gênio do Iluminismo, pautou a Revolução francesa, foi um “calhorda”, com suas reflexões eternas.

Vejamos uma; “o que me consola nas mulheres que recusaram a minha corte, é que se não morrerem, vão ficar velhas”.

Voltaire, foi, de fato, um delicioso “calhorda”!…

(18/12/2016)

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