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Lula e Dilma abcd
Olhando com atenção, afastando os jogos de cena para a geral, os dribles enganosos, talvez Lula não esteja, de fato, fazendo campanha eleitoral.

Ele circula, nada serenamente, com as personas de paz e amor, em alguns instantes, em outros a jararaca que ele jura terem apenas cortado o rabo, e, quando pertinente, emerge sobranceiro como a metamorfose ambulante que, convenhamos, é o seu papel supremo.

Ele caminha pelas capitais e grotões do país, conduzindo a sua dor, interpretando esses papeis, numa tentativa dramática de transformar malfeitorias judiciais, muitas, quase uma dezena, em nobre e dignificante bandeira eleitoral.

Todos os encrencados da Nova República do Lulopetismo, das mais diferentes cores partidárias – PMDB, PP, PC do B, e não menos o PSDB, está aí Aecinho que não nos deixa mentir – apostam em seu retorno.

Por óbvio, por todas as razões do mundo.

Nenhuma vitória partidária, ideológica, é melhor, para toda essa gente, que a garantia de anistia ou o engavetamento de seus crimes.

Lula vai suportar, numa campanha presidencial, responder diariamente ao apartamento da praia de Guarujá, ao sítio de Itatiaia, ao mensalão, ao petrolão, ao enriquecimento dos filhos, à fortuna de D. Marisa?

Ter que explicar, em todos os palanques e debates, sua escolha da ensandecida Dilma, acalmar a bolivariana Gleisi Hoffmann, hoje presidindo o PT, sua parceria com Cabral, e sua atual aliança com Renan, com os coronéis sertanejos?

Garantir, sem se ruborizar, que Palocci é um canalha, um mentiroso sem vergonha, com mais essa acusação de ter ele, Lula, recebido um milhão de dólares do Kadafi para sua eleição em 2002?

Repetindo, catatonicamente, a estratégia de desqualificar o acusador, e não responder positivamente à acusação?

Ele, mais que ninguém, sabe como é uma campanha. Pior; continua fumando e tomando seus “traguinhos”, reza a lenda.

Lula precisa sim, de mandato parlamentar para zerar essas acusações, mas, daí o risco de uma eleição presidencial, é outra história, outro babado.

Pensando bem, o melhor dos mundos para Lula e o lulopetismo, é o impedimento pela ficha-suja.

Aí, sim, cassado, impedido de concorrer, o candidato mais bem avaliado pela população brasileira, vira um deus do Olimpo, uma legenda sem mácula e sem reproche, um mito, uma lenda, uma prova que os golpistas finalmente venceram.

Acontecendo, transformado em lenda, Lula vai dobrar os que estão no poder, exterminá-los, e os que sobreviverem, depois de muita humilhação, subjugados.

Fará com essa gente o que a colonização europeia fez na América com as populações nativas; exterminar, ou, na melhor das hipóteses, subjugar.

“Fi-lo porque qui-lo. Lê-lo-á quem suportá-lo”.

Ps – Ah, sim, tive o privilégio de conviver com Jânio. Claro, já na queda, depois da renúncia.

Daí recorrer, sempre que possível, aos seus achados. Deliciosos.

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