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Fernando Pimentel
– Se tu podes vender a tua casa, o teu boi, o teu sapato, o teu chapéu, coisas que são tuas por uma razão jurídica e legal, mas que, em todo caso, estão fora de ti como é que não podes vender tua opinião, o teu voto, a tua palavra, a tua fé, coisas que são mais do que tuas, porque são tua própria consciência, isto é, tu mesmo?

Existe reflexão, simples como o sorriso de uma criança, que melhor retrate a realidade de nossos políticos, de nossas representações nos poderes do Executivo, Legislativo e Judiciário?

A presença da elite brasileira – empresarial, política, do poder judiciário – nas celas de nossos presídios, ou ameaçados por esses novos endereços, confirma que esta reflexão cristalina, produzida há mais de um século, foi seguida com precisão.

E quem a produziu foi uma figura polêmica, até mesmo odiada por muitos, mas que continua pautando nossos vidas, principalmente a dos senhores do Estado.

Estamos falando do temido, às vezes generoso, paternal, mas sempre sedutor e inteligente, o Sr. Diabo.

– A Igreja do Diabo, 1884 – Machado de Assis

 

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