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Amanhã, 31 de outubro, faz 500 anos que um monge católico, agostiniano, numa igrejinha modesta de Wittenberg, Alemanha, dava início – com suas 95 teses – a uma mudança inimaginável na história da humanidade.

Martinho Lutero, perseguindo a fogueira, insurgiu-se contra a poderosa Cúria do Vaticano.

Denunciou, de forma suicida, que a Igreja Católica negociava indulgências, abrindo assim as portas do céu, questionou o Papa Leão X, deu início a uma batalha teológica,  depois transformada em guerra religiosa planetária, existente até hoje.

Dividiu, rachou o mundo, questionou o poder divino do Papa, e terminou por produzir luzes; nunca mais os homens da Terra seriam tão cegos.

Lutero concluiu que o homem é um pecador nato, e parece que não estava errado, felizmente, e que jejuns, peregrinações, sacramentos, penitências, compra de indulgências, teriam resultado zero à sua redenção.

Lutero, com suas teses, ao questionar o poder divino dos papas, terminou por retirar Deus do governo dos homens.

Tratava-se de uma heresia a merecer a crueldade, sem tolerância e dó, de uma fogueira a céu aberto.

Um pouco antes, outro alemão, Gutenberg, ao criar a imprensa, asfaltou a estrada à divulgação da Bíblia, do saber, fora do latim, já que Lutero a traduzira para o alemão.

Jogava assim a pá de cal na longa noite de obscurantismo que foi a Idade Média, liderada criminosamente pela Igreja Católica.

Apesar de tudo isso, o homem continuou refém do místico, da devoção exacerbada, vide as romarias, feitas de dor e sofrimento, à  Aparecida, que se repete cada vez mais faustosamente.

A reforma de Lutero e a invenção dos caracteres impressos de Gutenberg retiram o homem do poço escuro, maldito e terrível poço, da desinformação.

Nenhuma mudança – imprensa e Reforma – foi tão brutal e revolucionária, tão decisiva, até hoje, na curta aventura do homo e da mulher sapiens, reconhecendo a descoberta da antropóloga Dilma Rousseff, no planeta Terra.

 

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