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Rio Doce morrendo 1

Que se diga que “ o Rio Doce ficará melhor do que estava antes”,  não chega a ser novidade.

O que assusta é ver pessoas como Sebastião Salgado, nascido em Aymorés,  que fica ao longo do rio, onde tem inclusive uma Ong, embarcar nessa canoa de otimismo, e verberar que o Doce pode renascer.

Lamentável.

O Doce, como tantos outros da região Sudeste, já estava na UTI há décadas, até porque em seu vale se concentra o maior número de indústrias de minério do país, e uma população de 4 milhões de pessoas o transformando em latrina.

Há notícias de que algum grande rio tenha sido, até hoje, em 515 anos de presença “civilizatória”, revitalizado, recuperado?

Será que Salgado, sua Ong ou coisa que o valha – ele é patrocinado por uma das três empresas responsáveis  pelo maior desastre ecológico de que se tem notícia na História da mineração – consegue se mirar no espelho?

Se for, aí talvez faça sentido.

Não sento, delírio, ingenuidade, coisas difíceis de imaginar num profissional como Sebastião Salgado.

Que ele glamouriza a miséria, vide seu olhar sobre os índios da Amazônia, lá isso não é novidade.

Agora, anunciar que o Doce será reabilitado é abusar do bom senso, é apostar no sucesso da retórica. (18/11/2015)

 

 

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