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A Casa da Suplicação, dos idos de D.João VI, mais tarde ratificada por D. Pedro I, com a Constituinte de 1824, já como Supremo Tribunal Federal, foi fortemente golpeada neste lamentável 11 de Outubro.

A Casa de Nelson Hungria, Hermes Lima, Evandro Lins e Silva, Vitor Nunes Leal, Aliomar Baleeiro, juristas ilustres, saiu, no episódio de agora, fortemente arranhada.

Com exceção de Baleeiro, todos os outros cairam de pé, enobrecendo a nação, orgulhando o seu povo, posto que cassados por um regime de exceção.

O que vimos agora foi a submissão em nome do equilíbrio entre os poderes, a omissão, o “acordão”, num país governado por um presidente acusado de chefe de quadrilha.

O que assistimos foi a uma tremenda traição aos valores de uma Casa que até então, quando caia, caia de pé, sem tomar a benção, sem beijar a mesa.

Já antes, nos idos da ditadura de Getúlio Vargas, também nos envergonhara, ao entregar Olga Benário ao regime nazista, onde terminou eliminada num campo de Concentração.

O recuo de agora, ao abdicar da condição de última Instância das decisões da nação, certamente, mais uma vez, arranhará sua história, se apequenou, perdeu estatura.

A Casa da Suplicação não merecia tamanha humilhação.

Até porque as pessoas de bem que nunca se lambuzaram na corrupção, fora do céu de suas religiões, sempre acreditaram que ali, naquela Casa, ainda se podia suplicar.

 

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