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Danúbia - Nem

Na maior favela do Rio, talvez do país, cerca de 100 mil habitantes, acontecem conflitos pessoas, tão apaixonantes quanto nos grandes impérios do passado, e não menos do presente.

Shakespeare não subestimaria os conflitos de poder e amor existentes na Rocinha conflagrada.

Danúbia – há evocação mais bela? – presa ontem, era odiada pela população.

Excesso de arrogância e truculência.

Ai de quem, duvidando de uma tragédia pessoal, ousasse assediá-la.

Ganhava uma contundente surra, na melhor das hipóteses, ou dava Adeus definitivo a um mundo tão mal e contraditório.

A sua expulsão passa menos por domínio de mercado, e mais por ter se “agarrado”, conforme dizem os moradores, com Rogerinho 157.

Danúbia sempre teve um quê pelos grandes chefes, os homens poderosos.

Quem não os tem?

São figuras fortes, decididas, e não menos generosas, é o que se diz à boca pequena.

Teria inclusive sido amante, anteriormente, de dois outros chefões, por sinal falecidos.

O que Shakespeare adoraria, na construção de sua peça imortal, seria saber que Nem, no passado entregador de jornais, é primo legítimo de Rogério 157.

Mais trama, para um grande enredo, na esfera das grandes dinastias, impossível.

 

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