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DrummondBediai - Lojas Americanas

“Preso à minha classe e a algumas roupas,/ vou de branco pela rua cinzenta./ Melancolias, mercadorias espreitam-me./ Devo seguir até o enjoo? Posso, sem armas, revoltar-me?/ Olhos sujos no relógio da torre:
Não, o tempo não chegou de completa justiça.”

Corriam os anos 40, o mundo afogado em guerra. Drummond publica A Rosa do Povo. Há quem diga ser a sua obra-prima. É a fase do “eu menor que o mundo”; e, no entanto, é nela que mergulha na política, na solidão e na impotência do ser humano.

A mesma impotência que pontua a vida hoje, como ontem, diante da imprevisibilidade, do absurdo, diante da tragédia do mundo.

Ou, como lembra Schopenhauer, falando dessa mesma tragédia: “ o passado é irreversível, o futuro imprevisível, e o presente sempre insuficiente.”

Ou, como lembra uma personagem de “Bediai – O Selvagem e o Voo das Borboletas Negras” : 
– Outra certeza: ainda acredito que vontade e lutas são prazeres. Reminiscências de uma juventude que ora sai de mansinho. Mas já descobri ser insaciável o desejo e inevitável a derrota.

ps – tudo isso porque hoje é domingo, há eleições, pode-se, quem sabe, mudar um pouquinho o mundo, e, porque, brevemente, vai às livrarias, o meu próximo livro, acima registrado.

Ou, como diz a Raquel, mais um filho que vai se perder diante do mundo.

5/out/2014

 

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