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Raquel 11 Junho 2011

“…Sou complexa, sou mistura, sou mulher com cara de menina… E vice-versa. Me perco, me procuro e me acho. E quando necessário, enlouqueço e deixo rolar… Não me dou pela metade, não sou tua meio amiga nem teu quase amor. Ou sou tudo ou sou nada. Não suporto meio termos. Sou boba, mas não sou burra. Ingênua, mas não santa.”(CDA).

Por ser uma quinta-feira, aniversário de Raquel, não a bíblica, irmã de Lia, o Jardim Botânico hoje é o espaço onde as mulheres caminham seus encantos, seus assédios, suas dores, passeiam sua divina arte de entrega, e não menos de rejeição, de tortura.

Drummond, como sempre, auscultou sua alma, fotografou seus sentimentos.

Ai da alma que se lhes cai nos tentáculos de sua rede. Conhecerão o céu, provarão o mel dos orgasmos, e não menos os infinitos círculos infernais de que no fala Dante em sua Divina Comédia.

(…) Sete anos de pastor Jacob servia
Labão, pai de Raquel, serrana bela;
Mas não servia ao pai, servia a ela,
E a ela só por prémio pretendia.

Os dias, na esperança de um só dia,
Passava, contentando-se com vê-la;
Porém o pai, usando de cautela,
Em lugar de Raquel lhe dava Lia.

Camões

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