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Bruno Chica e eu

Chica e Bruno 1998 - 02
De tanto falar de Francisca, por sinal muito enxerida, até parece não existir Bruno.

O que não passa de um grave erro.

Dotado de inteligência privilegiada – ah, a natureza – tem alma recolhida, nada ruidoso, torturado pela ética e perfeição, os que o conhecem se deslumbram.

Arredio, avaro no verbo, no passado, em voos longos, fazia questão de buscar assento ao seu lado.

Frustração absoluta.

Nada fala, apenas lê. Assediado por um diálogo, responde com um olhar, no máximo, um leve sussurro.

De banalidades só se permite falar do Vasco, ou quem sabe de um livro de Paulo Coelho.

E, no entanto, culto, privilegiado por uma memória desconcertante, austero, recolhido, pelo menos com o pai, é uma pessoa torturada pelo seu imenso saber.

Um orgulho ser seu pai.

Ah, sim, dizem as mulheres, muito bonito.

 

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