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Arison Jardim - 1

Há uns 15 anos revisitei o Seringal Cachoeira, na Amazônia, onde viveu Chico Mendes.

Foi comigo, na equipe, o fotógrafo Beto Campos, de altíssima sensibilidade, que lá nunca estivera.

Indagaram a ele se eu era o pai do sujeito que filmara os últimos dias de Chico Mendes.

Pilantra como ninguém, confirmou.

Vivi uma semana sendo tratado com a maior deferência, como se lorde fosse; “Senhor prá cá”, Senhor pra lá”, bolo de milho a toda hora, ovos caipira pela manhã, uma nobreza só. Todo o respeito comigo era pouco, por toda a gente da “colocação”.

Ao retornar ao Sul, dentro do avião, ele me explicou o tratamento.

Canalha.

Recentemente procurei o fotógrafo Nonato Estrela, grande profissional, que não vejo há muitos anos, e indaguei de um filme, dirigido pelo Luiz Paulino, nos idos dos anos 80, do qual participáramos.

Ele também esquecera o nome, mas terminei resgatando;”Ikatena, Vamos Caçar?”

Um internauta, educadíssimo, que desconfio não conhecer pessoalmente, tentou ajudar, entrou no circuito, e já com tudo resolvido, disparou;

– Edilson Martins! Morei com Paulino e Polanah na Muniz Barreto, Rio. Ouvi muitas histórias suas e de seu pai. Quando estive viajando de barco pelo Rio Negro é que l entendi e senti realmente aquele imenso amor pela Amazônia.

Constrangidíssimo, informei ao doce amigo: 
– “O pai certamente sou eu, já que meu pai morreu quando eu tinha 6 anos.”

É o que dá viver mais de cinco décadas! …

foto – arison jardim

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