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Pai brilhante, irreverente, anti-negligente beirando o carente mas que sempre defendeu o “sai da minha asa, jacaré”. Sacana até dizer chega, polêmico, adora gerar desconforto em almas mais caretas, politicamente incorreto, nada discreto, tão guerreiro quanto arteiro, que conhece os cantos de mil pássaros e a colheita certa de cada fruto e fruta. Pai comedor de quantidades homéricas de comida e mais ainda de mulheres, mas disso não tanto posso falar porque hoje ele é quase um homem direito, deve ser essa coisa da idade que chega. Pai cabloco, mulato do seringal acreano, ex-preso político e atual revoltado, diretor de documentários sertanistas e escritor de histórias fantásticas sobre tribos ainda não civilizadas, precursor, junto aos Villas-Bôas, de primeiros contatos com civilizações de florestas e rios. Homem de uma memória hiper-natural onde nada se crê e tudo se simboliza. Pai dengoso e chameguento, que ama cafuné e massagem no pé e se me desculpar ao esbarrar nele desavisada, ele já manda um “faz de novo” porque qualquer contato vindo da filha é afeto. Sobretudo um pai apaixonado e orgulhoso da cria que à ele tanto se assemelha, ou pelo menos tanto tenta. Hoje passou a manhã me contando folclores indígenas e, em meio à risadas, se emocionou com a memória de uma história linda da chegada em uma tribo em que foram primeiro mal recebidos e já perto da morte, conseguiram contornar um folclore e salvar o dia e a própria pele. Ele me olhou dentro do olho e sorriu marejado. Pai, cada um tem o seu, esse é o meu.❤️

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