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INDIOS E O FUMO

foto – edilson martins

Um dos visitantes das gororobas deste blog e face revela ter gostado à menção de Joaquim Barbosa como o Torquemada dos corruptos. 

Corrupção sempre existiu, e talvez seja anterior à primeira das profissões, cujo nome, por ser uma 5a feira, dedicado à família, prefiro não revelar.

O país, como tantos outros, tem punido a corrupção, o crime, o desvio de conduta, as maracutaias, principalmente quando seus agentes são negros ou mestiços.

Colarinho branco, olhos claros, pele branca, não é que não aconteça, mas nunca foi norma, a lei, entre nós, nunca foi igual para todos.

Pois bem: JB é negro, e disso parece orgulhar-se, no que faz muito bem.

Produziu, enlouquecendo  o país, um novo paradigma; elite, mesmo branca, apanhada em flagrante delito, pode ver o sol quadrado, se é que as prisões ainda oferecem esse encantamento.

Novidade, em 5 séculos de Brasil. Curiosa novidade, oportuna reparação.

E, no entanto, os índios, os primeiros escravos brasileiros, e o foram em todos os ciclos – pau-brasil, cana de açúcar, mineração, da borracha – também deram o seu troco.

Foram praticamente exterminados, ou subjugados para trabalhar como tal.

Na bacia amazônica não havia menos de 5 milhões, e no litoral brasileiro esse número não era menor.

É como diz um personagem de “A Viagem de Bediai – O Selvagem”; os nossos deuses não perdoam os que nos maltratram!.

Não poucas são a memória, os legados, nomes de ruas e avenidas, e alimentos que nos deixaram.

Mas teve uma herança fatal, não só no Brasil, como de resto na América, e não menor para o mundo; o tabaco.

Os cigarros, charutos, narguilé, cachimbo, fumo mascado, enfim, a planta do fumo e seus associados, já mataram mais, até hoje, do que poderia perseguir a mais cruel das vinganças.

E continuam matando.  De forma perversa.

Pode-se dizer; índios e negros foram escravizados, humilhados, excluídos, eliminados, mas terminaram oferecendo o troco, troco histórico, e que troco.

No caso dos índios, um troco silencioso, nem por isso menos cruel!

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