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Nossos Índios, Nossos Mortos

Assino um livro, “Nossos Índios, Nossos Mortos”, que, salvo caçoada da memória, devo este título a Paulo Francis.

Nunca fomos amigos, ele era sofisticado, mas, à distância, eu o reverenciava. Eram os tempos do Pasquim!

O livro aconteceu e me alavancou financeiramente durante uns 5, 6 anos. Vendeu 25 edições. Uma única, do Círculo do Livro, vendeu 50 mil exemplares.

Pois bem; no momento em que pipocam os escândalos da Petrobras, e agora ninguém mais pode negá-los, vale recordar Paulo Francis.

Cometeu a estupidez de denunciá-los, e foi processado pela empresa em território americano, onde morava.

Nem a intervenção de FHC, nem de Serra, Ministro de seu Governo, conseguiram conter o ódio de desagravo dos diretores da empresa no desejo de puni-lo, exemplarmente, com o dinheiro da própria Petrobras.

A mão era pesada demais, Francis não tinha como reagir.

Meses depois, deprimido e intimidado, morre enfartado pelas garras que ameaçavam concretamente a sua cabeça.

Muito mais do que denunciou Francis, todos esses escândalos estão hoje escancarados na mídia, nacional e internacional, assustando o país, denegrindo nossa imagem de país sério.

Sinceramente, Paulo Francis, um dos mais instigantes e corajosos jornalistas de sua geração, senão o mais, não merecia morrer por uma verdade que o tempo, este sim, um inquestionável Juiz, confirmou! (Edilson Martins)

14/09/2014

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