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Quer assistir a uma bela, belíssima obra-prima, realizada por um país pobre, sem recursos, numa produção crua, impactante, sem efeitos especiais, sem retoques, realizada praticamente numa única locação?

Vá correndo ver “Últimos Dias em Havana”.

Retrato sensível e perverso de um sonho, uma utopia, perseguida pelo homem há muitos séculos; socialismo, mundo sem luta de classes, sem exploração do outro, sem a ambição da acumulação capitalista.

Aos que acusam Cuba de ditadura perversa, este filme, entre outros, desmente a denúncia.

Retrato dramático de um povo sensível, que viveu uma revolução popular, mas que se encontra emparedado, sem poder deixar seu país, sem perspectivas de inserção no mercado de trabalho, sem sonhos, embora disponha de uma mão de obra das mais qualificadas do mundo.

Socialista sim, mas mergulhados numa pobreza de fazer dó, e quem conhece Cuba sabe disso.

Não poucos se devorando, oprimido vampirizando oprimido, revelando que nenhum regime do mundo torna o homem generoso, aliado, exceto exemplos pontuais que o filme magistralmente mostra, de forma bela e sensível.

Pergunta que não quer calar; por que no Brasil, tão rico, tão culto, com uma esquerda poderosa e sapiente, com uma população também mergulhado em pobreza, em contradições sociais, não aprende a fazer cinema?

Países como o Irã, Argentina, Chile, Uruguai, Cuba, e tantos outros, exibem ao mundo um instigante cinema, e nós não passamos dos modelitos americanos, europeus, ou não menos o besteirol das celebridades da Globo?

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