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Lava-Jato

O país continua saudosista dos tempos tranquilos, sem escândalos, lamentando a perda da paz passada, onde se falava em crescimento, inclusão social, empréstimos fáceis aos bancos, enfim, a paz dos túmulos.

Tudo enganoso, sabe-se agora.

Foi quebrada a escrita de que rico e poderosos não viam o sol quadrado.

Essa tragédia dizia respeito a ladrão de carteira, ou ladra de leite em pó em supermercados.

A partir de Ayres Brito, Joaquim Barbosa, essa escrita foi descartada, o que não acontecia nos últimos 500 anos, e as investigações do mensalão, já nos idos de 2005, levam para a cadeia as lideranças do lulopetismo, e, naturalmente, seus aliados.

Lula salvou-se incólume, porque nada sabia, certo, e se livrou, graças a Deus, de Dirceu, Palocci, e outros menores que ameaçavam sua liderença.

Uma das principais conquistas do tempo atual é o rompimento da antiga norma de que rico e poderoso não vão preso.

Não iam.

Essa escrita começou a ser pulverizada no julgamento do mensalão, o primeiro escândalo envolvendo lulopetistas e aliados, no início da gestão Lula.

O episódo serviu para mostrar a estratégia de subornar , PT liderando – pessoas físicas – parlamentares, e não mais aliança jurídica com os outros partidos. 

Não deu certo. Havia necessidade de se mudar a estratégia.

Veio o petrolão, e o país vive tempos raros, inéditos, barulhentos, mas quase virtuosos, já que vemos ricos e poderosos assistindo, nada contemplativos, ao Sol quadrado, ou mesmo tendo que fazer delações às pressas.

Dias raros na história da República federativa do Brasil.

 

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