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LacerdaEduardo Cunha b

O século 20 teve um emérito derrubador de presidentes; Carlos Lacerda.

Ex-comunista, grande retórico, o melhor governante que o Rio já teve, aliou-se à direita, principalmente a dos quarteis, e foi derrubando presidentes.

Numa leitura ligeira, levou Getúlio Vargas ao suicídio, depois de apeá-lo, e nas investidas seguintes derrubou Jânio Quadros e João Goulart.

Transformou-se no Corvo, ave maldita, diabólica, comedora de olhos, aquela que com seus grunidos, sinalizava desgraças.

O Corvo atual chama-se Eduardo Cunha.

Derrubou Dilma. Sem polêmica.

Entraram os dois em rota de colisão, até porque, é o que parece, Dilma não suportava os seus crimes, embora convivesse com os crimes de seus pares.

Presidindo a Câmara dos Deputados, Cunha põe Dilma na roda, e tudo termina com o impeachment.

Com a prisão agora de Geddel Vieira, e a já em andamento delação de Funaro, Temer não tem mais como sobreviver. 

Cunha se sabe abandonado.

E com medo de perder o trem das delações, por sinal já condenado, vai firmar o Acordo, e derrubará, mais um presidente.

Tudo somado, Cunha hoje, no século 21, é a versão de derrubador de presidentes, assim como o foi Lacerda no século 20.

Só que sem o brilho, e longe da lisura legada por Lacerda, que embora odiado pela esquerda, embora tenha governado um dos estados mais importantes da federação, golpista emérito, nunca se provou que achacara o estado, enriquecera no exercício da política.

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