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Ganhamos no sufoco, mas o futebol, não raro, é a representação da vida, padece de déficit de lógica, surpreende sempre. E, no entanto, o mais comovente talvez tenha sido o choro engasgado de Paulo César, retido em sua garganta durante quatro dolorosos anos.

Choro corajoso, na contramão dos super-homens , diante de 3 bilhões de pessoas!

A Fifa, reincidente em malfeitorias, que costuma impor goela a dentro, nos países sede, as mais truculentas exigências, tem experimentado pequenos percalços. Esta história do hino nacional a capela é fato novo, mas até agora, nada pôde fazer.

E olha que começou na Copa das Confederações. Agora vem a bizarrice da pororoca em lugar da Ola. Existe até uma interpretação simbólica: esta tem sentido único, não produz colisão em seu movimento; já a pororoca persegue sentidos diferentes, o que leva ao encontro dos lados opostos.

Seria a reprodução do encontro do rio Amazonas com o Atlântico, as raízes físicas deste belo fenômeno.

A multinacional, que já teve que aceitar os prejuízos em sua grade milionária de comerciais do hino a capela, agora tem que lidar – vai que essa moda pega -, com a nativa e amazônica pororoca.

Curioso que este protesto de lá tenha partido; os amazônidas, por sua história de exclusão do Sul maravilha, têm, naturalmente, dizem os estudiosos, cabeças menos colonizadas, mais identidade cultural, coluna menos flexível, à uma multinacional arrogante, e, não raro, envolvida em denúncias de corrupção e outras malfeitorias.

No caso, não dá para culpar a elite branca!…

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