Home

Intolerância religiosa

O episódio da menina Kayllane Campos, 11 anos, adepta do candomblé, agredida por uma pedrada, na Vila da Penha, no Rio, por dois homens conduzindo bíblias à mão, é deplorável e criminoso.

E, no entanto, o episódio, olhando com atenção, subjaz nele uma curiosidade, diga-se o ovo da serpente, talvez.

Kátia Marinho, mãe de Santo, é a avó de Kaylanne, já a mãe da menor pertence à uma igreja evangélica.

Kayllane se recorda de ter ouvido, antes de receber a pedrada, por parte dos agressores, que conduziam bíblias, repitamos, a praga definitiva; “vai queimar no Inferno”.

A menina confessa preferir a opção da avó, o camdomblé.

Temos dito, com muito cuidado, que duas manifestações culturais, ideológicas – religião e nacionalismo – têm levado, desde que o homem se organizou, deixou de ser itinerante, a guerras permanentes, intolerância absoluta, matanças generalizadas.

A minha religião, o meu Deus, é sempre melhor, mais verdadeiro do que o Deus do meu vizinho.

Iraque, Irã, Líbia, Síria, Afeganistão, Oriente Médio, como um  todo, nos mostram isso, no presente momento, mas ao longo do mundo a história é sempre a mesma.

A Santa Inquisição, aqui no Ocidente, sob a tutela da Igreja Católica, portanto do Cristianismo, não só levou à fogueira judeus e hereges,  como foi mais longe; torturou, eliminou ateus, índios, negros, evangélicos, e todos os que eram considerados anticristo.

Até hoje poucos perceberam essa absurda evidência.

20/06/2015

 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s