Home

jose-phillippe-ribeiro-de-castro 2

O sábado do terror, patrocinado por José Phillippe Ribeiro de Castro, 28 anos, numa casa da Gávea, bairro nobre da zona Sul do Rio, onde feriu três pessoas, o restante conseguiu fugir, pode ficar impune. Esse risco existe.

Rico, seus pais são proprietários de usina de açúcar, fazenda de gado e aplicam na Bolsa. José Phillippe, vejam a sofisticação do nome, é um velho conhecido da polícia. Já exibe 9 passagens por delegacias, sempre envolvido em truculências –  lesão corporal, violação de domicílios, violência doméstica – e assim por diante.

Curioso, esse fino e atlético rapaz nunca permaneceu preso. Há mais; quase sempre as mulheres são as vítimas preferenciais.

Seus advogados, os mesmos de Eike Batista, já garantiram que não ficará mais do que os cinco dias previstos na lei. E banca poderosa, pode muito, sabemos todos.

Ana Carolina, 22 anos, 1,50 mts de altura, foi golpeada no fígado e no coração, ficou entre a vida e a morte. Rezemos para que sobreviva.

A impunidade desse jovem violento não é uma exceção. Desde os 16 anos age assim, e nada lhe acontece. 

Há gente, não poucos, cumprindo pena em penitenciárias infernais por roubar uma lata de leite Ninho num Supermercado, um celular numa esquina de rua, ou apanhado fumando  um cigarro de maconha.

Há algo fora do eixo nas leis brasileiras. A esquerda adora atribuir a violência à pobreza, à chamada luta de classes. Ora, o jovem que rouba e mata, o faz por ser uma vítima, não lhe foi dado o acesso à escola, ao emprego digno, à família com recursos. 

Os pobres, para a direita, são as classes perigosas. Todo o cuidado com essa gente é pouco.

O que temos, de fato, é a impunidade, principalmente para os bacanas. Para os excluídos, a lei não oferece moleza.

Visitem nos fins de semana um presídio em Rondônia, ou mesmo em Bangu, aqui no Rio, e vejam o  perfil social das famílias desses hóspedes.

Há mais; se existe impunidade para os grandes corruptores e aos corrompidos, que drenam recursos públicos de segurança, saúde, escola, mobilidade urbana para suas contas bancárias, porque punir tão fortemente um jovem transviado – e eles não são poucos – se logo mais, 15, 25 anos depois, será um venerável pai de família?

Ou o primeiro ilícito – corrupção, apropriação de dinheiro público – é um crime menor? O país vive, de fato, uma imensa desordem. A violência, sua multiplicação, não pode ser dissociada desse processo.

 9/06/2015

 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s