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Madame Bovary

O Chanceler Aloysio Nunes (PSDB-SP) disse hoje, em Washington, que o seu partido não vai abandonar Temer, já que “temos compromisso com o governo, e com o programa de governo”.

– E o PSDB não é madame Bovary”.

Por mais que incomode, principalmente ao lulopetismo, reconheçamos que o diálogo foi elevado, melhorou de nível, bem diferente dos palavrões grosseiros de Aécio ou de Lula.

Madame Bovary, a personagem trágica de Gustavo Flauber, impactou o romance, e há quem diga ter aí começado o realismo na literatura.

O romance é ousado, escrito na metade do século 19, e custou uma acusação grave ao seu autor, terminando por levá-lo aos tribunais.

A França também é conservadora.

Acuado, produziu a frase eterna, hoje banalizada em outras situações; “Emma Bovary cést moi”.

Todos sabem, os que o leram, ela trai o marido com um sedutor leviano, todos os sedutores são levianos, e termina seus dias, tragicamente punida.

Àquela época, bem antes das delações premiadas, nenhuma traição era perdoada.

Será que com o desejo do PSDB de desembarcar da nau sem rumo do Governo, o partido, com seus olhos dissimulados e de ressaca, será, no futuro, a “Madame Bovary da queda de Temer”?

 

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