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“Minta, minta, que algo acontecerá; quanto maior a mentira, mais pessoas acreditarão nela.”

Ou, com mais pedagogia; “uma mentira contada mil vezes, torna-se uma verdade”. Disse mais: “não falamos para dizer algo, e sim para obter efeitos”.

O gênio autor destas reflexões foi Joseph Goebbels, ministro da Propaganda do Reich na Alemanha de Hitler.

Durante esse período – 1933/45 – Goebbels convenceu o povo alemão, um dos mais cultos, produtivos e inventivos que se conhece, a embarcar nos horrores da experiência nazifascista.

Hoje, 1º de maio, faz 72 anos que ele se suicidou, juntamente com a esposa Magda Quandt, e mais os seis filhos menores.

Seguiu o exemplo de Mussolini e Hitler, e, no espaço de 3 dias, de 29/04 a 1/05, o mundo se despedia das 3 figuras mais sinistras do século 20, sujeitos da maior carnificina de que se tem notícia na história da humanidade.

Goebbels deixou discípulos, e o mundo da propaganda política, principalmente nos governos populistas, tem se alimentado de seus ensinamentos e estratégias.

No Brasil essas experiências têm ocorrido, em campanhas eleitorais e governos populistas, e não são poucos os seus discípulos.

“Porque somos socialistas, sentimos primeiro as bênçãos da nação, e porque somos nacionalistas, vamos promover a justiça socialista na nova Alemanha”.

Goebbels foi, sem dúvida alguma, o cérebro do nazi-fascismo, e sua obsessão nacionalista dominou o regime, sem prejuízo do alerta clássico de Samuel Johnson; “ o patriotismo é o último refúgio dos canalhas”.

Portanto, todo nacionalismo merece atenção. Nacionalismo e religião, historicamente, é o que mais tem produzido carnificina na caminhada do homo sapiens.

E não tem dado outra, na Europa e no resto do mundo.

Os militares quando empreenem golpes na América Latina, ou mesmo os governos populistas e autoritários, os primeiros versos de seus discursos são o fortalecimento do nacionalismo.

É o sinal verde para a celebração do autoritarismo.  Não esqueçamos, nunca, o nosso: “Brasil, amei-o ou deixe-o” !…

 

 

 

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