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Violência - Rio

Somente este ano, já foram mortas 56 pessoas, vítimas de bala perdida, portanto, inocentes, inclusive crianças e adolescentes.

Há hoje no Rio uma média de 15 confrontos armados, com armas pesadas, de guerra, diariamente.

O número de militares e civis abatidos diariamente tornou-se, assustador, mas banalizado.

O que mais é necessário para se reconhecer um estado de guerra civil escancarado?

Há um momento, na Divina Comédia, onde se diz que dor maior que a perda de um filho ou um de amigo, não há.

Já ao tempo de Sócrates dizia-se que a filosofia era o aprendizado da morte.

Filósofo era aquele que se preparava para morrer, até porque a vida – todas as vidas – nada mais é do que a progressão em direção à morte.

E, no entanto, a perda de um filho, de um amigo, de um parente querido, é um golpe que nenhuma filosofia, religião, ideologia pode consolar.

Nas cidades brasileiras, no caso o Rio, os assassinatos foram brutalmente banalizados. Temos hoje, no Brasil, a banalização da violência, dos crimes.

Fala-se, fala-se e, de concreto, matar virou uma torta diária na vida das pessoas.

Vamos admitir, como pequeno consolo, que esses bandidos venham a ser presos, hipótese nada provável.

Tal ocorrendo, não terão mais de 5, 6 anos de reclusão, onde inclusive continuarão na rede dos crimes.

Assassinar, barbarizar, violentar, estuprar, hoje, entre nós, já agora nos bairros dos ricos, na orla do Rio de Janeiro, não cassa a vida de ninguém.

Tombar diante das armas desses bandidos, aí, sim é definitivo.

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