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Millor

Há coisas que parecem inventadas pelo capeta.

Essa droga que o imperialismo americano, sempre ele, acaba de lançar no mercado para multiplicar mais ainda o apetite sexual das mulheres, que nunca foi desprezível, é um exemplo.

Estou falando do Addyl, o primeiro viagra das mulheres que o mundo conhece, e que os EUA acabam de aprovar.

Homem nenhum dá conta, satisfatoriamente, de nenhuma mulher. Parte dominante delas se acomoda, faz a avalição custo/benefício, e termina optando pela fidelidade.

Que fazer? Tanta coisa a perder, tanta coisa a dividir, tanta confusão durante o processo, a separação, e imprevisível o futuro.

Satisfazer plenamente uma mulher não é tarefa fácil, exige pegada, dizem elas; exige a ameaça permanente de ser traído, dizem eles.

A fidelidade, dizem os pesquisadores da arqueologia sexual, é resultado do medo, nunca da expressão de um grande amor, de uma soberba paixão.

Homem nenhum nunca foi fiel, exceto se traído, garantem os cínicos, entre os quais eu me incluo.

Logo, essa nova droga – Addyl – multiplicando desejos, exacerbando libidos, multiplicando fantasias, logo nelas, em que nunca foi preciso, vai embaralhar o meio de campo, complicar mais ainda esse difícil desafio que é a vida conjugal e suas demandas do pecado da carne.

Até porque, todos sabem, ela sempre foi fraca, volúvel, absolutamente corruptível. Estou me referindo à leviana da carne. Esta nos livros sagrados.

Com sexo satisfatório, pelo menos isso, reclamam elas, dá para ir tocando o barco.

Agora, com o Addyl, tudo isso precisa ser renegociado.

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