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Emilio Odebrecht 11

Tudo ia no melhor dos mundos, com o “capo di tutti capi” encantando a platéia, com sua loquacidade, quando, num dado momento, um dos procuradores da República, Sergio Bruno Fernandes, perdeu a paciência, e fulminou:

” São 300 milhões que foram gastos sei lá com o quê, seja com campanha, com santinho, com tempo de televisão, com marqueteiro, que podia ter sido construído escola, hospital e todo esse Brasil que o senhor sonha e quer viver.

Esse dinheiro poderia estar lá.

Então vamos agora deixar de historinha, de conto de fada, e falar as coisas como elas são. Está na hora de a gente dizer a verdade, de como a coisa suja é feita.

Não é possível que um ministro da fazenda fique pedindo todo mês a um empresário. Isso não é admissível.

Por mais que a gente esteja acostumado com isso, isso não é o correto e o senhor sabe disso”.

Até então Emilio, o Capo di tutti Capi, sorria, ameno, fazendo a narrativa do maior escândalo de que se tem notícia na História moderna, mostrando sua promiscuidade com o poder, manipulando um presidente da República, o Congresso brasileiro, lideranças sindicais, enfim, explicando, de forma didática, quem de fato governava. 

Emilio, o “capo de tutti capi” se recompôs na cadeira, cerrou os olhos ligeiramente, e concordou com o jovem procurador da República.

Foi um instante divino. As pessoas de bem, mesmo ali não estando, ficarão eternamente reparadas. 

 

 

 

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