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Diabo 18

Há 10 anos o maior exportador de carne do mundo adultera, de forma criminosa, seus produtos.

Tudo sinaliza que os corruptos e corruptores já indiciados, transformados em réus, ou condenados pela Lava/Jato, serão anistiados.

Ministros da Suprema Corte avalizam esse escárnio na cara da nação.

Nas próximas eleições o eleitor vai escolher no escuro, já que não mais votará nos candidatos, e sim nos partidos. A sonhada burca para os criminosos da Lava-Jato.

Arma-se no Congresso leis reguladoras para as atividades do MPF e Judiciário. Necessárias sim, mas numa hora que se traduz em retaliação.

O ex-governador Sérgio Cabral, acusado de liderar uma quadrilha que mais roubou o erário público, transformou sua cela, em Bangu 8, no Rio, em sala de visitas onde recebe, regularmente, parentes, políticos e amigos.

Sua companheira, Adriana Ancelmo, envolvida na quadrilha, e com papel de destaque, vai retornar às delícias de seu apartamento no Leblon, um dos bairros mais caros do país.

Às suas colegas presidiárias, pobres, excluídas, algumas cumprindo pena por porte de 50 gramas de maconha, também mães com filhos menores, não lhes é dada essa generosa prerrogativa.

Jamais, até porque têm domicílio em favelas.

Lula, já réu em cinco inquéritos, chama de “moleque” o procurador Deltan Dallagnol, do MPF, dirigente da Força tarefa da Lava-Jato.

À beira de um ataque de nervos – as denúncias avassaladoras se acumulam – falando aos seus pares, garantiu, que “nem Moro, nem o Dallagnol, nem o delegado da PF têm a lisura, a ética e a honestidade que eu tenho nestes 70 de vida”.

As lágrimas inundaram o seu rosto. Até porque, coisa rara, Lula não mentia, não blefava.

Nesse exato momento, um insuportável cheiro de enxofre, tomou conta, ontem, do auditório do PT, na capital paulista.

O diabo, num de seus inomináveis e perversos círculos, de que nos dá notícia Dante, cercado do núcleo duro do Inferno, que acompanhava atentamente o seminário para discutir o papel da Lava/Jato no Brasil, gargalhou gostosamente, entre raios e relâmpagos ameaçadores.

O Canhoto, alto, empertigado, magro, barbícula ao queixo, inundado de tatuagens celebrando a venalidade, falando o alemão de Mefistófeles, uma virtuose no universa das artes, seguindo o modelo do Sermão da Montanha, à maneira de São Mateus, produziu um momento de silêncio, e proclamou:

– Podemos agora dispor de uma obra única, rica, abrangente, partitura sem paralelos – lutas, canalhas, vilões, venais, intrigas, traições, mentiras – para criar a maior ópera que a Terra jamais imaginou ser possível; a Ópera do Diabo.

 

 

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