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Enchente Acre
Ao negociar, melhor esgrimir, com sua heterogênea base política – e prudente seria que tirassem as crianças da sala -, Dilma bem que poderia arranjar um tempinho, visitar a Amazônia, e ver de perto os estragos causados pelas enchentes.

Região com mais de 20 milhões de habitantes, parcela ponderável está comendo o pão que o diabo amassou.

A Amazônia, por sua importância estratégica, econômica, e dimensões, – quase a metade do país -, não pode continuar ignorada pela Chefe da nação. Nela sempre houve enchentes, mas esta é emblemática.

Assim como a estiagem de 2005, que surpreendeu o país e assustou o mundo, com o desaparecimento das águas do rio Amazonas.

O Acre, que até hoje não visitou, talvez valesse a pena conhecer. Até porque foi anexado ao Brasil, na passagem do século 19 para o 20, por um gaúcho, Plácido de Castro, estado onde Dilma inicia sua arrancada a presidência da República.

O Acre viabiliza a revolução industrial, e entre 1870 e 2010, vai exportar a matéria-prima, látex, decisiva para esse processo.

Durante 40 anos sustentou, com o café, o país e as exportações brasileiras, e produziu mais de 90% do látex destinado à indústria europeia. Mas o Acre era território da Bolívia e Peru, que o alugara ao Bolivian Syndicate, pertencente à Inglaterra e aos EUA.

As duas potências pretendiam ali criar um enclave, internacionalizando, definitivamente, a Amazônia.

Plácido de Castro com pouco mais de 20 anos, lidera a última resistência a essa invasão, enfrenta e derrota as tropas patrocinadas pelo Sindicato, e anexa o Acre ao Brasil.

Dilma precisa conhecer essa história e as privações vividas hoje pelos herdeiros de Castro, entre eles os contemporâneos de Chico Mendes.

O Brasil também precisa conhecer essa história. Seria bom para ambos. Um país sem memória pode apagar os melhores caminhos para decidir o seu futuro.

Tal qual o mal de Alzheimer, com todo o respeito.

13/03/2014

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