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(…) O executivo Hilberto Mascarenhas contou ao TSE que o departamento de propinas da Odebrecht movimentou US$ 3,39 bilhões. Pelo câmbio atual, a bolada ultrapassa a cifra de R$ 10,5 bilhões.

(…) No ano passado, o Departamento de Justiça dos EUA já havia identificado 11 países em que a construtora brasileira pagou propina. Por ordem alfabética: Angola, Argentina, Colômbia, Equador, Guatemala, México, Moçambique, Panamá, Peru, República Dominicana e Venezuela.

(…) A novidade da delação de Mascarenhas é numérica. Os americanos estimaram o total movimentado em US$ 599 milhões (R$ 1,8 bilhão). Agora se sabe que isso era um trocado diante da dimensão real do esquema.

“As apurações no exterior têm apontado uma prática semelhante à desvendada no Brasil. A empresa oferecia vantagens para ganhar licitações e superfaturar obras. Em troca, bancava campanhas ou simplesmente ajudava políticos a enriquecer.

No passado, a engenharia brasileira se ufanou de megaprojetos como Itaipu, que consumiu concreto suficiente para erguer 210 Maracanãs. Hoje, resta comemorar o porte do nosso propinoduto tipo exportação.”

Bernardo Mello Franco – Folha de SP

 

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