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CARNAVAL 2016 ANHEMBI

Mal, começar um texto com um pleonasmo; mas é figura, não é vício, reforça nosso orgulho.

Somos o povo mais feliz do mundo, e as pesquisas ratificam.

O carnaval, o futebol, nossas lindas mulheres, não suas derrières, por favor, tudo isso não pode ser subestimado.

Temos a grandeza territorial, somos quase um Continente.

Há pouco havia a Cachoeira de Paulo Afonso, mas ainda temos a Amazônia. A baía de Guanabara está a exigir uma reparação, mas não vai demorar.

Biodiversidade, variedade e amenidade de climas, nenhum país nos supera. Raras, as grandes calamidades, e nossos índios maravilhosos, falando diferentes línguas, uma Europa tupiniquim,  e vivendo, alguns, em paraísos intocados.

A diversidade étnica, a convivência entre brancos, negros e índios é a mais pacífica do mundo. O caráter do povo é outro motivo de orgulho.

Andaram nos comparando a um herói sem nenhum caráter – Macunaíma – mas isso foi a alma venenosa do Mario de Andrade.

Bem, são tantos os predicados que bom se torna paremos por aqui, para não passar, aos outros povos, a soberba, o orgulho.

Basta que nos contemplem.

Certo, há insignificantes senões.

Doze milhões de desempregados, recessão continuada nos últimos três anos, número de homicídios superior às maiores guerras existentes no mundo, diferenças sociais gritantes, fome em não poucas regiões, nos igualando a muitos países africanos.

Estados insolventes, falidos, desapreço internacional, infância abandonada, analfabetismo deplorável, as grandes cidades cercadas por um cinturão de miséria e violência, e mais, num governo popular, a criação do maior esquema de corrupção de que se tem notícia na história da humanidade, governadores presos, e ex-presidentes na alça de mira da Justiça.

Sim, uma elite política e empresarial que corrompeu não só o país, como de resto a América do Sul, Central, e até o Continente africano.

Mas tudo isso são detalhes.

No futuro, quando se escrever nossa História, esses senões não terão nenhum registro significativo.

O Conde de Afonso Celso tinha absoluta razão. E olha que ele era um Conde.

 

 

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