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Chaplin, que dirigiu várias obras-primas, insistiu, enquanto viveu, que cinema era absolutamente entretenimento.

É um juízo respeitável, e, no entanto, longe de ser definitivo.

“A Qualquer Custo” vai beber no que o cinema americano tem de mais expressivo, o gênero faroeste.

Certo, a conquista do país, a busca do ouro, a corrida para o oeste, é a essência da história dos Estados Unidos. E, se mais não fosse, essa saga foi contada pelos grandes diretores americanos.

O filme resgata esse gênero, de forma preciosa. E mais; o faz narrando o estado natal de Bush, o mais cowboy dos presidentes americanos. A história acontece no Texas e faz a ressonância magnética da região, no aqui, agora.

Como todo faroeste, há o mocinho, e há os bandidos.

A excelente fotografia já nos narra o Texas sequestrado dos mexicanos, num estado ainda dominado pelos preconceitos, pela prevalência das armas – todos andam armados – pelas cidadezinhas caídas, decadentes, pelos conflitos visíveis na linguagem recalcada de seus habitantes.

Vida, de verdade, latejando, ostensiva, somente nos salões de jogo, de apostas, de perdas e ganhos.

Fora, o tédio absoluto.

No coração das propriedades, as sondas açoitadas pelo vento, açoitadas pela expectativa, a esperança do petróleo.

Um grande e impecável filme.

Mesmo contestando Chaplin, uma heresia, “A Qualquer Custo” é uma preciosa obra-prima do cinema, mesmo indo beber no velho e surrado gênero do faroeste.

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