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As profissões são desiguais. Da mais antiga, nem falar.

Há as fascinantes, personal traine, da Gisele Bundchen, por exemplo, vamos supor. Há as fascinantes episodicamente, e cujo final não raro geram abandono e tristeza; protagonista da novela das Nove.

Há também as profundamente fascinantes, mas com margem de risco, pelo menos a partir de Marcos Valério e Joaquim Barbosa;  doleiros, operadores de partidos envolvidos em maracutaias, lobistas de grandes empresas adeptas de propinas, etc.

Há uma que, raramente leva alguém à riqueza, muito pelo contrário, e, no entanto, não raro os que nela depositam todas as suas fichas. Até a família, quando existe, tem muitas vezes que disputar esse amor.

Estou falando do jornalismo. É uma cachaça que dificilmente alguém consegue superar a dependência química. O jornalismo marca a vida de não poucos.

Toda essa digressão para falar de Sérgio Fleury, repórter que pontuou brilhantemente a imprensa carioca. Fleury, juntamente com Heraldo Dias e Fritz Utzeri, é um eloquente exemplo.

Fleury ontem foi enterrado pelos amigos. Os dois outros já tinham se despedido. Mas os três, enquanto viveram, o jornalismo, a reportagem, a apuração, a notícia, a “barriga”, e o “furo” foram a torta diária de seus dias.

Valeu a pena tê-los conhecido, e não menos ter trabalhado com esses três seres humanos.

Revisitando – 21/11/2014

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