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Familiares de detentos ficaram desesperados por informações

Numa 2ª feira de 15 maio, nos idos de 2006, a maior cidade da América Latina parou.

Aconteceu o que parecia impossível: São Paulo fechou para balanço.

Mais de 5 milhões de pessoas foram imobilizadas, durante 9 dias, já que 564 perderam a vida, segundo cálculos paralelos, mais confiáveis que os levantamentos oficiais, que cravam 492.

Num único dia morreram 105 pessoas, civis, não poucos carcereiros, perseguidos como ratos pelas tropas do PCC nas ruas da capital de São Paulo.

Decorridos os nove dias, é o que se sabe, o Governo paulista teve que ajoelhar e rezar. Foi obrigado a negociar com a liderança dos bandidos.

Agora já somam 110 mortes, inovando os procedimentos, já que grande número por degola, nos presídio de Manaus, Boavista e Natal.

Esse procedimento, degolar os inimigos, neste século 21, reabilitado pelos militantes do Estado Islâmico impactando o mundo civilizado, não é nenhuma novidade no Brasil.

Já no século 19, as revoluções gaúchas, e foram várias, – D. Pedro II enfrentou uma durante 10 anos – seus contendores recorriam à exaustão ao processo, infame, de degola dos adversários.

Na Velha  República,  os seguidores de Antônio Conselheiro, quase na passagem para o século 20, miseráveis famintos e excluídos do sertão brasileiro, foram, não poucos, passados à lâmina, pelas peixeiras e facões das tropas federais.

O recurso é bárbaro, inimaginável em qualquer outra espécie existente na Terra.

Certo.

E, no entanto, em nossa História, na narrativa do processo de consolidação do estado brasileiro, não é nenhuma novidade.

 

2 pensamentos em “Degolas: tradição brasileira

  1. Um amigo muito religioso pregava nossa imagem e semelhança a Deus.
    Retruquei: – é não. Imagem e semelhança a Ele são as pacas, as onças, os jacus, os jacares, …
    Juntos, não precisam de governos, da Light, da Sabesp ,policia, do judiciario, do congresso, …

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