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Desde domingo, a partir da chacina do Anísio Jobim, a população de Manaus passou a viver sob profunda tensão.

Afora a fuga de mais de uma centena de presos, mais de 100 ainda não capturados, grupos de whatsapp, essa maravilhosa ferramenta, iniciaram a emissão de notícias espalhando o terror.

A paranoia tomou conta.

Mensagens alertavam que os conflitos de rua teriam início, e a população foi aconselhada a fechar portas, janelas, condomínios reforçar a segurança, e as saídas à noite passaram a ser lazer radical.

Não poucos contavam que quando adentravam um ônibus, recuavam apavorados por lá dentro encontrarem os foragidos.

Houve até quem visse foragido dirigindo táxi.

E o governo reforçava dizendo que se tratavam de estupradores, assassinos, homicidas frios, ladrões de toda espécie.

Entre a noite de 4ª e a madrugada de 5ª feira, aconteceram nove homicídios.

A cidade, violenta, como todas as capitais do Norte, desde há muito, é dominada, em sua periferia, pelas chamadas “galeras”, mas agora, ela multiplicou seus números de violência.

Manaus, a capital da Amazônia, continua sitiada. 

2008-04-21-18-19-23

foto – edilson martins

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