Home

rio-de-ontem-marc-ferrez

São Conrado, 1914, início da 1a Grande Guerra.

Convulsão lá fora, posto que aqui, no Rio, o bairro, bom, nem bairro era, permanecia sereno, com a igrejinha ao fundo e a espera, quem sabe recolhimento, do motorneiro, seria motorneiro?

Machado já havia nos dado Adeus, e foi um duro golpe para a compreensão melhor da condição humana.

Não só da cidade, não só do estado, não só do país, mas do homem como um todo, o homem universal.

Marc Ferrez foi o grande cronista desta cidade, fez com os olhos, o que Machado, não chegou a tanto, claro, produziu com suas reflexões.

A foto pode ser uma obra de arte, nem sempre, quase raro.

Marc Ferrez fez mais; não fez uma foto, contou a história de uma cidade ainda não violentada pelo progresso, pela estupidez de uma  ocupação desordenada, pode-se dizer criminosa.

Mais que a beleza da foto, de seus enquadramentos, de sua luz, não conta menos a alma, e a percepção de quem a fez.

Ferrez e Machado, dois grandes cronistas imortalizados no olhar profundo, às vezes cruel, sobre a cidade que tanto amaram.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s