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O presidente do Uruguai, José Mujica, não tem mesmo jeito.

Acaba de recusar, contrariando os princípios básicos de um bom negócio, de um xeque árabe, a bagatela de U$1milhão pelo seu fusquinha, modelo 1987.

Outros poderosos, o Embaixador do México, Felipe Enriquez, por exemplo, já haviam  revelado o mesmo desejo de comprar o fusca de Mujica, mas ele reagiu, estoicamente, e não aceitou. O México, como se sabe, foi o último país no mundo a fabricar esse modelo de carro.

Em seu programa de rádio, “Fala Presidente”, em Montevidéu, Mujica declarou que jamais poderá vendê-lo, já que com isso “ ofenderia meus amigos que se juntaram para nos dar esse presente.”

Outra curiosidade de Mujica; ele sempre fala na primeira pessoa do plural.

Ex-guerrilheiro, humilde, brilhante  em sua retórica, assumiu a presidência do Uruguai em 2010, onde tem pontuado um discurso pela paz e se posicionado contra o consumismo,  sempre através do testemunho pessoal.

E não parou por aí; tem aprovado diferentes leis polêmicas, onde a comercialização da maconha por parte do estado chamou a atenção do mundo inteiro.  Hoje o estado do Uruguai tem o monopólio da venda da canabis.

Até aí, tudo bem, nada mais sensato, já que a repressão policial até hoje não resolveu o seu consumo, nem tão pouco o tráfico criminoso, em nenhum país do mundo.

Mas recusar U$1 milhão por um fusquinha ano 87 é um testemunho de renúncia de fazer inveja a monge tibetano, no alto de uma montanha no Tibé.

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