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Ainda dizem existir um único país, e que todos são brasileiros.

Lorota. Uns são mais, outros são menos.

O psicopata que assassinou doze pessoas na passagem do Ano em Campinas, SP, e o terrorismo que eliminou 30 em Istambul, na Turquia, mereceram, ontem, nos telejornais do Sul/Sudeste, mais destaque, que os 58 esquartejados, e também barbárie, e que barbárie, do presídio Anísio Jobim, em Manaus.

O eminentíssimo, põe eminência empostada nisso, presidente Temer, lamentou, todos lamentamos, as mortes estúpidas em Campinas.

Quanto à barbárie do presídio Anísio Jobim, acontecida domingo, até hoje, Temer não emitiu um ruído, sequer um movimento mais lépido de suas mãos, que revelam, quem sabe, mais que o verbo de sua retórica mesoclisada. 

O mundo inteiro repercutiu, mas a barbárie na Amazônia fica muito distante, longe demais, quase a nossa cozinha, para merecer ser  manchete da noite nas Tvs do Sul do país.

Talvez uns esquartejados lá naqueles confins, não valem, em termos de apelo, um arrastão em Copacabana num fim de semana de Sol.

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