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Vem chumbo grosso.

A ex-ministra do STF, Eliana Calmon, que teve a coragem de levantar a peteca da corrupção, no bojo da venda de liminares, nepotismo e tantas outras coisitas, disse recentemente que “delação premiada da Odebrecht sem pegar o Judiciário não é delação”.

Ela sabe do que fala. Disse mais, ao Ricardo Boechat; “impossível levar a sério essa delação caso não mencione um magistrado sequer”.

A magistrada fala do nicho da Odebrecht, mas se se estender para o conjunto do Judiciário em geral, em outras áreas, putros nichos, outros grupos, outras empresas, talvez impacte o país.

Eliana Calmon deixou um excelente exemplo de coragem, quando corregedora-geral do CNJ, abrindo uma das tampas desse intocável e absoluto Poder corporativo, que é o Judiciário.

Ganhou o ódio de seus pares, mas parece que não se curvou.

A briga, o confronto entre ela e a corporação, deve ganhar dimensões graves, dramáticas, mas ela é mulher, e as mulheres, pelo menos até hoje, têm sido mais determinadas, mais honestas que não poucos homens.

Briga boa, briga em que o país aposta.

Quando os graúdos, togados, colarinho branco se digladiam, quem ganha é a lisura, a transparência, e exemplo soberbo é a Lava-Jata e seus bravos promotores.

 

 

 

 

 

 

 

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