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André Vargas_Joaquim Barbosa_Blog

O deputado federal André Vargas teve finalmente o seu mandato cassado, ontem, na Câmara, numa votação avassaladora.

Já expulso anteriormente de seu partido (PT), André Vargas era vice-presidente da Câmara dos Deputados, candidatíssimo a presidi-la, quando produziu uma lambança histórica.

No dia 3/02/14, numa sessão presidida por ele, em que recebia o presidente do STF, Joaquim Barbosa, reproduziu o gesto dos mensaleiros, sentado ao lado do magistrado, nunca provocação que produziu mal-estar generalizado.

O gesto o fortaleceu internamente, principalmente nas alas mais radicais da militância do Partido.

Surpreendido nas delícias de um voo de jatinho, e acusado de trabalhar em favor de uma rede do doleiro Alberto Youssef, ora preso na Polícia Federal, André Vargas sofreu uma derrota estonteante, ontem, no processo de cassação de seu mandato; 359 a favor, e apenas 1, unzinho, contra.

Em tempos de votação aberta, onde fica proibido o anonimato, no Congresso Nacional, foi abandonado, jogado ao mar, por seus próprios colegas de partido e de base.

A decisão, segundo disse o relator, Júlio Delgado, PSB (MG), visa resgatar a imagem da Casa, e nesse sentido pediu aos seus pares que condenassem André Vargas.

O episódio, em si, não é grande novidade, até porque se arrastava feito jabuti no meio da mata; lento, cheio de idas e vindas, fugindo aqui e ali da exposição ao Sol.

Novidade é que mais uma vez se reproduz o bordão lembrado pelo povo; as voltas que o mundo dá. André Vargas, tempos houve, em que saltitava trêfego, pleno de guerigueri, nos corredores do Congresso Nacional.

Tal qual um Átila, rei dos hunos, ao tempo do Império romano, por onde passava deixava um rastro de coragem, ousadia e muitas malfeitorias.  Era o cara, a bola da vez.

A militância delirava.

Afrontou o presidente de outro Poder, STF, privava da intimidade de Ministros do Planalto, os que ocupam a sala de visitas, e tudo indicava que seria o próximo presidente da Câmara dos Deputados.

Arrotava força por onde pisava embora se alimentasse de patifarias.

Nas trapaças do mundo, a vida ensina, aconselha, muita cautela com as voltas que o mundo dá.

Certamente ele não as teve, abriu demais sua guarda, e ontem provou, de forma humilhante, do próprio veneno de suas lambanças.

Revisitando – 11/12/2014

 

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