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O Rio enterra hoje Modesto da Silveira.

O país, a liberdade, os que lutaram contra uma ditadura de verdade, assassina, devem muito a este homem simples, de origem modesta, cuja história pessoal celebra e enaltece a condição humana.

Foi advogado de presos políticos, inúmeros, dezenas, quem sabe centenas, conheceu na própria carne os porões da ditadura, e nunca se curvou.

Não só peitou as botas, como mais tarde, eleito deputado federal pelo Rio, teve participação decisiva na Lei da Anistia, mais tarde desvirtuada, mas isso é outra história.

Morreu ontem, aos 89 anos, deixando um legado de resistência e caráter, o que não é pouco, em nenhum tempo do mundo.

Devo a ele, e a Rosa Cardoso, esta mais viva do que nunca, que com ele trabalhava, o conforto nos tempos de terror, principalmente para quem, como eu, conheceu no Doi-Codi, o rosto mais covarde da espécie humana.

Morrer é zerar tudo, pelo menos fisicamente, mas no seu caso, caríssimo Modesto, seu testemunho será eterno.

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