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A heroína chegou a São Paulo. Já, segundo consta, está sendo vendida na região da Luz, por nigerianos e tanzanianos.

Vejamos o que nos diz, a propósito desta droga, mais uma que desembarca no país, Ruy Castro.

(…) A heroína não é recreativa. Não é uma droga para duros ou diletantes. Uma vez fisgado — o que acontece quase quando se é apresentado a ela —, o usuário pode contar com uma relação para sempre, e muito cara de sustentar. As primeiras doses são nirvânicas, mas todas as seguintes serão apenas para impedir que ele passe mal — muito mal. A quebra dessa dependência é a mais difícil e dolorosa que existe.

Os jazzófilos sabem da devastação que a heroína produziu entre seus músicos nos anos 50 — saxofonistas Charlie Parker, Art Pepper e Stan Getz, trompetistas Red Rodney, Miles Davis e Chet Baker, pianistas Thelonious Monk e Ray Charles, baterista Art Blakey, cantoras Billie Holiday, Anita O’Day e Annie Ross, muitos mais. Todos, grandes músicos – não por causa da heroína, mas apesar dela.

É uma droga de gente educada e de classe média. Não faltarão curiosos a fim de experimentá-la. A conta chegará em seguida.

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