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As figuras gordas, naif, anafadas, inchadas, são as marcas permanentes tanto na escultura, quando na pintura de Botero. E nem porisso perdem a sensualidade. Há quem garanta que essa deformação vem de Picasso, El Greco, Rubens, Rafael e tantos outros.

O gordo e o magro estão presentes também na obra literária. E de forma marcante. Um de seus maiores monumentos,“D. Quixote, o Cavaleiro da Triste Figura”, nos aponta essa peleja.

Sancho, posto que gordo, nunca perde a esperteza, tem sempre os pés no chão. Já Quixote, o magro, é um delirante, hoje seria um sonhático, criador da Rede, buscando, de espada às mãos, melhorar o mundo, defender as virgens e donzelas.

Num dos momentos sublimes, Sancho o adverte; “que queira salvar o mundo, nada mais belo, mas que queira me salvar, por favor.”

Nelson Rodrigues, frasista inesquecível, garante que “todo magro é canalha”. Nelson nem sempre merece ser seguido com devoção. E, no entanto… deixa pra lá…

Ah, que percepção mais atual, quando nos lembramos dos políticos, de forma canalha e farsante, buscando o melhor do mundo para nós todos.

 

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