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O pacto do Fausto com Mefistófeles durou 24 anos. E tudo o que foi acordado, foi cumprido.

Durante esse tempo Fausto pontificou soberano, dominou todas as áreas em que se envolveu. Foi um gênio.

Terminado esse longo período, foi para as profundezas, sabemos todos.

Na lenda germânica ele termina assim, punido pela mais eterna das condenações.

Já no Fausto de Goethe, o homem que organizou a língua alemã, lhe foi dado um final mais moderado, quase feliz.

Esta lenda é bela, por verdadeira, e embora se perca na noite dos tempos, alcança os dias atuais revigorada, remoçada, sempre reciclada.

Quantos Faustos em nosso entorno, quanto comércio no balcão das almas.

Afinal, quem não vende um pouco, senão tudo, de sua alma ao Diabo? 

O Budismo ensina inexistir o absoluto, até porque a reta é a linha mais curta entre dois pontos, e, no entanto, não é a mais interessante.

Faltam-lhe o retorno, o desvio e a curva vadia.

Aceito que nada é absoluto, nem a ética, nem a fé, nem mesmo a dignidade, pelo menos na espécie humana, convenhamos haver os que negociam suas almas por ninharias.

Há 13 anos, mais da metade do tempo de Fausto, exatamente em janeiro de 2003, Lula, o PT e tudo o que os dois encerram, começaram a negociar suas almas, é o que hoje parece.

E o fizeram quebrando o país, enriquecendo, reinaugurando uma inflação sepultada, institucionalizando a corrupção, que se tornou endêmica, mentindo, faltando com a verdade, blefando um país inteiro.

O legado de Fausto, enquanto viveu, até hoje é registrado.

E, no entanto, o legado do PT nesses 13 anos – velhacaria do destino, é o seu número –  é um país assustado, escandalizado, perplexo e com a absoluta convicção que a negociação entre Mefisto  e o partido não valeu a pena.

Até porque quem está indo para o Inferno, neste caso, é a população brasileira.

Assiste à depreciação da imagem do país, à multiplicação do desemprego, à perda de seu poder aquisitivo, enfim, à prisão, condenação e envolvimento de líderes em que tantos acreditaram.

Os bancos ganham milhões. Os empresários apadrinhados nunca ganharam tantos favores.

As políticas de transferência de renda são ninharias diante dos juros subsidiados favorecendo os empresários eleitos, e não poucos jamais quitarão suas dívidas com os bancos oficiais.

Foram eliminadas concorrências, criadas verdadeiras reservas de mercado para ajudar a burguesia nacional, os amigos e agraciados do Poder.

Enfim, nunca um Governo popular, liderado por um ex-operário, pareceu tanto com os anos da ditadura, com um Governo dos ricos.

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