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Ilana Lansky G

Houve, estava previsto, certa patrulha numa foto em que junto com Bruno, meu filho, apareço com uma flor na orelha.

A foto tem a assinatura de Ilana Lansky, certamente uma das grandes fotógrafas vivas. Está no topo.

A jornalista Raquel Boechat foi na mosca. “Que foto”.

Claro que minha presença é patética, até porque, conforme observou a Francisca Libertad, uma FDP, o que restou de mim, hoje, são ruínas.

Duas coisas curiosas. Primeiro a patrulha da “florzinha na orelha” é muito bem-vinda. Nada mais ridículo do que o politicamente correto.

Hoje negro é “afro-brasileiro”, viado é “gay” com muito orgulho, “judiar” é verbo interditado. Chamar um amigo de “negão”? Pode dar processo. Tudo bobagens.

O “politicamente correto” é a censura enrustida da esquerda. E censura braba, persecutória, tensionando as relações, os diálogos até entre amigos.

E, no entanto, o que importa, são as fotos de Ilana Lansky. Trata-se de uma artista, nada devendo a um Sebastião Salgado, e tantos outros.

As fotos de Serra Pelada, nos idos dos anos 80, onde passamos o maior sufoco, já que era a primeira vez que deixavam adentrar uma mulher num reduto de 120 mil homens, todos ensandecidos, buscando ouro.

Em cerca de 40 minutos Ilana produziu algumas dessas imagens, e não foi fácil, conter a explosão daquela multidão, diante de uma loira alta, belíssima, judia, nascida num kibutz.

Visitem a página dela, e verão que não exagero.

 

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