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O país vive dias de angústia, perplexidade, população assistindo a tanta gente bacana presa, insegurança geral, nada se podendo prever para o dia de amanhã.

Amargura absoluta.

Nesse clima, todos os dias, ou quase, se fala que Dilma vive o “Inferno de Dante”, assim como o seu governo.

Uma das 5 ou 6 pessoas que eventualmente visitam este blog pede que se diga algo sobre o que foi esse “Inferno”. Tal mérito o blog não tem, mas vamos lá.

Primeiro o livro se chama “Divina Comédia”, muitos anos após a morte de seu autor, Dante Alighieri, que em vida comeu o pão que o Diabo amassou.

A obra é considerada fundadora da língua italiana moderna. Ao optar por escrevê-la em italiano vulgar (na época, o latim ainda era a língua dominante) Dante deu o empurrão para a difusão do idioma atual.

O livro narra a viagem de Dante em busca de sua amada, Beatriz, falecida. Ao percorrer o Inferno, o Purgatório e o Paraíso, aliás, este último o bloco mais chato, vai encontrando as almas de amigos, inimigos, personalidades históricas.

Ocorrida em 1300, a viagem de Dante, acompanhado de Virgílio, começa numa 6ª feira santa, e vai até após o domingo de Páscoa.

Ao escolher os condenados aos 9 Círculos do Inferno, não poupa ninguém, nem mesmo os amigos aos quais devia imensos favores.

Vai para o Inferno, Virgílio, seu mestre, ao lado de Platão. E, no entanto, ambos ficam no limbo, no 1º Círculo Infernal. O PMDB jura que passou todo o 1o mandato de Dilma no limbo.

Já com Beatriz, sua musa, rara exceção, que em vida viu apenas uma única vez, se é que viu, segue com ela para o Paraíso.  Ah, como são divinos os amores platônicos!

Dante foi um visionário? Escreveu prevendo, 700 anos antes, o que aconteceria no Brasil? A narrativa da Divina Comédia tem a ver com nossa história atual?

Por isso a obra de arte é eterna, o que não acontece com a ciência, volátil, fugaz, às vezes até leviana.

E, no entanto, quem viveu e não a leu, pode dizer que não viveu. Ou não viveu suficientemente.

É uma das narrativas mais deliciosas e desconcertantes, sobre a alma humana, que todo o Ocidente já produziu, ao lado, certamente, das agruras e delírios do Cavaleiro da Triste Figura.

Mas, aí, já é outro papo, outra história!…

 

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